Partiu de casa Sem lembranças ou histórias Para viver mais uma memória Dessa vez a última Fugiu do dia Esquivou a noite E ainda sim estava exposto Exposto sob a mesma lua De relance encontra a lua Sopra um desejo, uma oração Continua vivendo Vivendo sob a mesma lua Seus lábios secos repetiam uma palavra Tentava lembrá-la Mal consegue e continua seu caminho Andando sob a mesma lua Mesmo sóbrio parecia louco Mesmo louco parecia sábio Não se distingue o que é do que se parece Pensando sobre a mesma lua E o tempo corre A pessoa morre E nasce uma igualzinha Que está sob a mesma condição Que pensa ser diferente e não é Que quer pensar diferente e não o faz Que não quer morrer e o fez Que nasce mais uma vez Que não para Mas é forçado a interromper sua pressa E após tantos anos enxerga o céu Sua maleta cai, sua gravata afrouxa Está - Entre tantas nuvens, tantas luzes - Sob a mesma lua Sempre sob a mesma lua
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